A arte de fazer acontecer

A arte de fazer acontecer

Você anda se sentindo superocupado, com a sensação de que tem coisa demais para fazer, e que o dia, com apenas 24 horas, não é suficiente para o tanto de afazeres que lhe rodeiam?  Está com a sensação de que não consegue dar resposta a todos os projetos e solicitações de clientes, amigos e familiares? De alguma forma, você tem uma preocupação constante em relação aos compromissos assumidos, com uma leve desconfiança de que  não vai conseguir dar conta?

Estas são algumas das questões que David Allen aborda  no livro A arte de fazer acontecer (do original Getting Things Done, em inglês), como uma contribuição aos desafios dos dias atuais, em que somos verdadeiramente tentados a atender a todas as demandas externas, como compromissos profissionais, sociais, familiares, além dos desejos e necessidades de realizar coisas pessoais, como ir a um cinema, passear com a família, assistir a um programa na TV, entre outros.

Allen defende a idéia de que as técnicas usuais de administração do tempo, que foram funcionais até a década de 80, não são mais adequadas aos dias de hoje, com o advento da competitividade acelerada, internet, mídias sociais, e tantos outros eventos simultâneos, e que se baseavam na administração do tempo como se isto fosse possível – afinal, como defende Allen, ninguém consegue administrar o tempo e fazer com que 5 minutos possam ser esticados para 6 minutos. Nem a simples e tradicional estratégia de listar tudo o que você tem a fazer e classificar em “Importante x urgente” são mais suficientes hoje, pois estamos a todo instante, recebendo novas demandas externas. E estas demandas vêm de forma automática – neste exato momento, enquanto você lê este artigo, emails estão chegando no seu computador (ou dispositivo smartphone), correspondências estão sendo colocadas em sua residência ou mesa de trabalho, ofertas de assinaturas de revistas das quais você já é assinante estão chegando a algum endereço seu, alem de postagens no twitter, facebook, orkut ou outros sites de relacionamento nos quais você está inscrito.

Assim, o método proposto por Allen para lidar com a “tralha” consta de cinco etapas: coletar, processar, organizar, revisar e fazer. Não podemos nos furtar a coletar tudo que nos alcança. Até ligações telefônicas no celular precisam ser acessadas e, num lance de segundos, uma decisão ser tomada, no sentido de atender ou deixar para ser retornada num momento posterior. O processamento consiste no fato de analisar cada uma das tralhas que chegam, analisar e decidir o que fazer a respeito. Aqui reside um dos aspectos mais importantes na abordagem do autor – o processamento consiste em analisar que solicitações são passíveis de ação – “agir”. Muitas coisas que nos chegam são apenas solicitações para as quais precisamos dar resposta em algum momento, mas para as quais não temos que fazer absolutamente nada, num primeiro instante. Allen defende que, se uma ação for exigida e ela durar menos que dois minutos, você deve optar em fazer aquilo ) imediatamente ou num momento futuro e breve), pois já terá se “livrado” daquela incumbência. Este aspecto de decidir o que fazer livra sua mente de futuras preocupações e ansiedades .

O autor argumenta em favor de livrar a nossa mente de preocupações, propondo que arquivemos os compromissos em qualquer lugar “fora da nossa mente” – muito das ansiedades que nos assolam advém do fato de ficarmos com a mente ocupada, pensando nos afazeres. O princípio de deixar “fora da mente” nos aliviará muito para nos concentramos no que realmente importa em dado momento. Daí, podemos organizar, que consiste em colocar estas decisões sobre o que fazer em “lembretes” que nos assessorem a, em devido momento, servir de guia sobre o que fazer.

Este sistema de organização deve ser revisado sistematicamente para impedir o acúmulo de pendências. Se você revisar os compromissos assumidos semanalmente, sempre estará com a mente tranquila e serena para se concentrar no que realmente importa. E vem a última etapa, que consiste em fazer o que tem que ser feito. A mensagem essencial de Allen é que, se adotarmos um sistema organizado, nossas preocupações e ações fluirão com muito mais naturalidade, de modo a podermos nos concentrar no essencial, e vivermos sem estresse, apesar do crescente volume de afazeres do mundo competitivo de hoje e do futuro.

O resumo aqui apresentado não expressa a opinião do autor do blog sobre o conteúdo do livro. Pretende ser apenas um resumo do livro, procurando registrar os principais pontos defendidos pelo autor do livro.

Este e outros livros estão sendo apresentados, de forma didática e dinâmica, através do programa Leituras Conectivas – informações através do site www.leiturasconectivas.com.br.

Um comentário sobre “A arte de fazer acontecer

  1. Eu já li esse livro e é mesmo bom. O que mais gostei doi a técnica dos cartões e das 10 tarefas mais importantes. Como disse Charles M. Schwab, “pagarei muito bem a quem me ensinar como fazer mais todos os dias”.

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