Gestão pública: princípios, diretrizes e sistematização – o que muda e o que não pode mudar!

Este artigo faz parte da série “gestão no serviço público”, sendo o sexto de um total de 10.

Princípios, Diretrizes e Sistematização: por onde começar?

O que deve mudar na gestão publica? O que não pode mudar na gestão publica? Como integrar o velho ao novo na gestão de serviços públicos. Qual o verdadeiro papel dos governantes? E das assessorias?

Nesta série de artigos temos discutido a gestão de serviços e sua aplicabilidade na gestão pública. No artigo de hoje fazemos uma pequena pausa no tema “gestão de serviços” para focalizar, de forma mais ampla, a gestão pública. Assim, fazemos algumas provocações à gestão pública tomando, como ponto de partida, princípios, diretrizes e sistematização usados na gestão empresarial.

Princípios como foco no cliente (cidadão), bem comum, respeito às pessoas, valorização das pessoas como forma de qualificação, motivação e preparação para bons níveis de serviço (não a valorização do funcionário em detrimento do cidadão e da sociedade), respeito pela coisa pública, à sociedade, ao cidadão, e sobretudo ao eleitor. Se tudo isto estiver sendo pensado, a prestação de contas sobre a gestão acontecerá com muita naturalidade, transparência e correção.

Diretrizes são a expressão da vontade do governante, devidamente “contratado” pelo eleitor, para fazer valer o discurso por ocasião de campanhas eleitorais. Se houver princípios sólidos por parte de quem governa a serviço do povo, estes serão os orientadores da atuação cotidiana de quem faz parte do governo. As diretrizes, entretanto, são derivadas do plano de governo de cada gestor, para direcionar os projetos de avanço social, político e econômico doa sociedade.

Sistematização do uso de métodos e ferramentas de gestão, de modo a permitir a continuidade administrativa de processos rotineiros quando da mudança de gestão. Não podemos conviver com descontinuidade de processos de prestação de serviços, no nível operacional – a máquina tem que funcionar, continuar funcionando, independente de vontade política e planos de governo de novos gestores.

O que muda, quando muda a gestão, são as estratégias e planos de ação formulados por cada governante novo, que, com sua equipe de assessoria, pode, deve, promover saltos de qualidade na gestão do cotidiano, elevando os níveis de serviço e atendimento às necessidades da sociedade.

Enfim, quando da mudança de mandatos….

Princípios não devem mudar com a mudança de gestão.

Diretrizes são sim, estabelecidas por cada governo novo, no início de seus respectivos mandatos. As diretrizes emanam das estratégias de cada novo governante, e vão dar o tom ao mandato de cada gestor. Diretrizes devem responder à questão “o que espero que falem de meu mandato”. A “visão” definida pelo gestor é desdobrada em estratégias para os diversos níveis de gestão e execução.

A sistematização, o fazer acontecer devidamente acompanhado, deve permanecer, com pequenos ajustes, para permitir a acomodação (ajustes) dos novos membros a uma sistemática de planejamento e controle. Relatórios gerenciais e uma sistemática de avaliação de resultados constituem a essência de um bom sistema gerencial.

Princípios são perenes.

Diretrizes são circunstanciais, contextuais.

Sistematização constitui o cotidiano, de acordo com as Diretrizes.

 

Nesta série de artigos discorremos sobre gestão no serviço público. Na Figura 1 apresentamos a estrutura dos 10 artigos.

Estrutura da série de artigos "Gestão no serviço público"

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