Ninguém é demitido! – Parte 2

Você já demitiu alguém? Você já foi demitido alguma vez? Conhece alguém que foi demitido? Por que tanta a gente é demitida de cargos para os quais foram contratados?

Ninguém e demitido – parte 1

Na verdade nenhuma das questões acima pode ser respondida com um SIM. Ninguém demite ninguém!

Na primeira parte da resposta à afirmação provocativa, no artigo anterior (Ninguém é demitido! – Parte 1 « Blog de Kleber Nóbrega), tratei do fato de que existem muitas divergências entre as respostas sobre as responsabilidades especificas de profissionais, quando cada um responde à questão, e confronta com as respostas dadas por seus superiores imediatos.

Se não existe clareza sobre as responsabilidades especificas de cada um na empresa, e que resultados cada um deve alcançar, não se deve esperar os melhores resultados do mundo!

Acontece que, em virtude desta divergência, vem a segunda – e pior – parte da história: as pessoas não são demitidas. Elas se demitem.

Isto mesmo:

•  Ninguém demite ninguém nas empresas. As pessoas se demitem!

Como assim, perguntou meu interlocutor, na plateia: por que as pessoas se demitem?

Porque não alcançam o resultado desejado por quem os contrata, respondi. E por que não conhecem as responsabilidades especificas do cargo ou função que ocupam.

Mas a obrigação de definir isto não é da empresa, do superior?

Claro que sim! Mas será que é só da empresa ou do seu chefe? Você não é có responsável por isto?

Ou se você chega a uma empresa e não definem o que você deve fazer, não lhe dizem para O QUE você foi contratado, você vai permanecer lá?

A decisão é sua. Ninguém lhe obriga a ficar lá.

Então o que devemos fazer?

Respondi que há duas maneiras de proceder:

  • Se você é o superior, contratante, defina claramente as responsabilidades especificas do subordinado, e os resultados a serem alcançados;
  • Se você é o subordinado, exija que o seu superior, contratante, defina suas responsabilidades especificas, e os resultados que a empresa espera de você.

Resolvido isto. Temos, TODOS NÓS, que corresponder à expectativa de quem nos contratou.

E, se não estivermos alcançando os resultados desejados, saberemos, NÓS, sem que o chefe precise nos comunicar, que não estamos correspondendo à expectativas, estamos nos demitindo.

Caso o subordinado não tenha a atitude profissional que se espera de qualquer um, caberá ao chefe comunicar que ele está se demitindo, por não fazer O QUE tem que ser feito.

Entendeu? Ninguém demite ninguém, APENAS COMUNICA, quando aquele que deveria se tocar não se toca.

Este artigo deve ser lido em conjunto com o artigo: “Ninguém é demitido (Parte 1)” no link:

Ninguém é demitido! – Parte 1 « Blog de Kleber Nóbrega

Um comentário sobre “Ninguém é demitido! – Parte 2

  1. Pois, é, Professor. A leitura de seu texto me deixou mais confiante em relação ao assunto. Às vezes damos oportunidade às pessoas, definimos claramente os resultados a serem alcançados, e, mesmo assim, não dá certo.

    Aí, vem o mal estar de pensar que estamos demitindo alguém que deveria se tocar que não está fazendo o que deveria ser feito. E muitas vezes, por pura “acomodação”!

    Gostei muito dos artigos.

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