Reconhecendo os bastidores!

Em sua empresa/organização quem costuma ser aplaudido: a equipe de palco ou a de bastidores? Num show, os aplausos vão para o artista ou para o contrarregra e pessoal de apoio? Numa escola, as críticas ou elogios vão para os professores, ou para coordenadores e diretores?

Bastidores (ou Back Office)
Bastidores (ou Back Office)

Este artigo dá continuidade à reflexão iniciada com o artigo “Valorizando os bastidores, publicado anteriormente (Valorizando os bastidores! | Blog de Kleber Nóbrega)

Com frequência quem recebe os aplausos são as pessoas que atuam no palco. Assim acontece num show musical, no teatro, na equipe de entrega, na escola, no hospital.

No entanto, muito do trabalho destes não seria possível sem a presença e contribuição do pessoal de apoio, a turma dos bastidores. Assim acontece no show, na peça de teatro, no transporte da encomenda, na aula do professor, e no atendimento do médico.

O que nem sempre tomamos cuidado de reconhecer e elogiar é, exatamente, o trabalho daqueles que, escondidos, fazem muito nos bastidores, para que a turma de palco possa receber os aplausos.

Assim ocorre com a área de Tecnologia da Informação (TI). Normalmente são pessoas que não aparecem, mas recebem muitos pedidos, sugestões e, também, reclamações.

Aliás, juntamente com TI estão áreas de Compras, Manutenção, Limpeza, Cozinha, Planejamento, Design, entre outras. São áreas que executam processos usualmente pouco visíveis, mas que, se mal executados, acarretam problemas altamente visíveis, e sofríveis.

Precisamos identificar e, quando merecido, reconhecer, enaltecer e promover o bom desempenho daqueles que pouco costumam aparecer: a turma dos bastidores.

Aproveito a oportunidade para registrar minha satisfação com a área de TI de uma organização onde desenvolvo um projeto atualmente: Empresa Servidora. Embora as áreas selecionadas para o início do projeto tenham sido as áreas de atendimento externo, que costumam ter bastantes e frequentes contatos com o público externo, a área de TI tem sido verdadeiro exemplo de Responsabilidade, Utilidade, Bondade, Renúncia, Iniciativa, Simplicidade e desejo de Ajudar.

Apesar de não terem sido chamados para o centro das atenções do projeto, por ser área meio, a equipe de TI tem sido extremamente solícita, não só respondendo às solicitações, como sugerindo e trazendo inovações ao que estamos fazendo. Eles sempre agregam valor!

E olha que pessoal de TI costuma ser chamado de técnicos meio desligados de atenção, respeito e carinho para com seus clientes. Há até quem provoque o pessoal de TI, registrando que “existem dois tipos de trabalho que, em vez de cliente, só existe usuário: técnicos de TI e traficantes de drogas”!

Pois a experiência que vivo atualmente é bem distante da realidade comum. Exemplo disto foi uma reunião em que um dos profissionais chegou à sala de reunião trazendo cafezinho. Eu brinquei dizendo que aquilo não era serviço de técnico de TI. Ele, prontamente respondeu, com elevado bom humor: “TI significa tudo incluído”!

Como disse Fernando Henrique Cardoso, certa vez, “imagem é reflexo do que se faz”. E eu, neste projeto em que participo atualmente, tenho a maior satisfação em dizer que a equipe de TI, no referido projeto, tem, para mim, a melhor imagem possível, pois faz muito!

Parabéns à equipe da UNITEC, da FIERN, a quem dedico este artigo!

Em tempo: o título deste artigo poderia ser “Às vezes quem menos aparece é quem mais faz!

8 comentários sobre “Reconhecendo os bastidores!

  1. De fato, quando os bastidores não são tratados com o devido cuidado, o reflexo se dá no palco, com consequências sérias para o negócio, ou seja, prejuízo para toda a organização. Em meu blog, relatei um caso de uma situação em um restaurante, onde vivenciei problemas no palco cuja causa estava nos bastidores provocada por falha (abordagem errada) na gestão (http://blog.intelligentia.com.br/caso-da-casa-de-grelhados-tempero-lavagem-estomacal/).

  2. Ficamos muito felizes com o reconhecimento do nosso trabalho em seu Blog. O nossos sinceros agradecimentos. Nossa equipe ficou sem acreditar!
    Tive a oportunidade de alguns anos atrás, visitar os bastidores da Disney World em Orlando (EUA), num curso que fiz em um dia, sobre a forma de servir daquela organização. Sai de lá encantada, em saber o quão é importante uma equipe que trabalha em sintonia para fornecer alegria, magia e excelência em serviços como o modelo da Disney faz. Isso nos mostra que todo o encanto depositado aos visitantes, são de total responsabilidade daqueles que estão por trás das cenas. É uma visita que indico a qualquer empresário.

    Cordiais Saudações!

    1. Adriane,
      assim como na Disney, o simples é o que basta! Eles são assim. E acho que sua equipe não acreditou no que escrevi, possivelmente pelo mesmo motivo. São gente simples. Por isto vocês falem a agem pensando que juntos são bem melhor. E eu agradeço pela oportunidade de conhecer vocês, um TI com Tudo Incluído!!!

  3. Muito pertinente este artigo meu caro amigo Kleber. Como profissional da segurança, somos esquecidos e as vezes tratados como dispensáveis. Tem-se a falsa ilusão que não somos necessários, somos mais um centro de custo para as empresas e que tudo pode se resolver de forma simples, sem uma técnica, uma metodologia um conhecimento específico. Muitas das vezes, o palco vem sofrendo com desvios internos, furtos, descumprimento de normas e procedimentos, exposição a riscos pela má conduta de colaboradores entre outras, e nós, os pobres bastidores, não temos condições de atuar. Engana-se quem afirma que os bastidores (segurança) não podem contribuir para o crescimento de uma organização. É aquela velha história… “Quando tudo vai bem, ninguém vê… Quando algo vai mau, lá esta ela….

    1. Muito bem Erick, essa é a pergunta que todo empresaria faz, custo ou benefício? Vou procurar dar uma resposta bem resumida, vamos lá, antes mesmo do homem se tornar racional, o homem já lidava com problemas de segurança. Inicialmente voltada contra ações da natureza, evoluindo, posteriormente para a preservação das conquistas, em face de conflitos de interesse. Maslow, ao defender a sua teoria a dividiu em necessidades primárias e secundárias, onde a segurança, que nos sentido lato: qualquer ameaça ou perigo, doenças, desemprego, situações difíceis causadas pelo desconhecido e sentido estricto: violência, criminalidade, ativos etc., integrada as necessidades primárias, na sua escala está abaixo somente das necessidades fisiológicas (comer, dormir, reproduzir etc.). Fayol, em 1888, assumiu a diretoria de uma empresa de mineração que estava a beira da falência, mas quando ele se aposentou em 1918, a situação financeira desta mineração era sólida e competitiva. Ele atribuiu esse sucesso a um sistema de administração, que divididos em funções, o levou ao sucesso, entre essas funções estavam a segurança, que tinha por finalidade proteger os bens e as pessoas. Com o passar dos tempos, essa necessidade de segurança fora se perdendo principalmente pelo arrocho que as empresas passaram ao longo desse tempo, cito como exemplo a nossa situação atual, a insegurança rompe todas as fronteiras de nosso país, por um simples motivo, a falta de investimento em segurança pública. Os Estados Unidos foram vítimas de um dos atentados mais cruéis de nossa história, por conta do baixo investimento em segurança (à época) e pela má administração das informações (função da segurança). Mas qual é o maior mito hoje? “Investir em segurança é muito caro” – Mito, por que o investimento deliberado em segurança sim, pode custar caro, mas quando se usa técnicas para analisar, avaliar e mensurar os riscos à segurança de uma empresa ou organização, isso não acontece, pois uma das premissas da segurança é: o valor investido à segurança, deve ser proporcional ao que se quer proteger. Exemplificando: eu não posso investir e empregar os mesmos recurso de proteção de uma loja de varejo, em uma fábrica de medicamentos, ou uma empresa de logística.
      A segurança ela deixa de se tornar custo quando passa a reduzir as perdas, minimizar os impactos (financeiros, de imagem etc.) e isso, só se alcança com técnica e profissionalismo.

      Prolonguei demais, mas espero ter ajudado, e caso queira ampliar essa discussão fique a vontade!
      Obrigado Kleber por ceder o seu espaço para essa nossa discussão!

      Grande abraço a todos!

      Damasio
      Consultor em Segurança Empresarial

  4. Muito bem posto amigo. Conheço o “time” e ele é realmente muito bom. Foi ótimo você ter tido essa lembrança. E outro fator interessante: além de técnicos, são amigos. Josenilson

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