Como usar o BEM para combater o MAL!

Como você costuma se sentir quando fala do bem, de bondade, de felicidade? E como as pessoas costumam reagir?  Você sente que é bem aceito? Ou por vezes, existe uma senso crítico quase sugerindo que você parece viver fora da realidade?

O BOM e o MAL
O BEM e o MAL

Sempre que estou escrevendo algo novo relacionados ao Servir ou a Empresa Servidora, estas questões se apresentam.

E eu tendo, continuamente, a me posicionar a favor do bem, sem entretanto deixar de reconhecer que alguns – pessoas e organizações – parecem gostar, privilegiar e priorizar o mal.

  • Costumamos ser mais bem ou mal atendidos em empresas de serviços?
  • As supervisões nas escolas parecem acreditar que a maior parte dos alunos é bem ou mal intencionada?
  • Quando um gestor quer chamar atenção sobre um trabalho, costuma mencionar o que é bem feito, ou ressalta aquilo que é mal feito?
  • Quando nos fazem alguma maldade, nossa tendência é reagir dando o troco, ou devolvendo bondade?
  • Quando falamos do bem costumamos ser percebidos como utópicos ou realistas?

Não quero parecer um alienado, achando que o mundo é infinitamente bom e bondoso, e que os maus não existem. Mas penso estar na hora de fazermos o bem prevalecer, além do discurso e dos filmes de mocinho.

Trago aqui uma história dos meus tempos de infância:

A história dizia que um certo senhor (chamemos de A) com frequência, costumava enviar, de presente a um outro senhor (chamemos de B) uma cesta com chifres.

As pessoas que com ele conviviam, indagavam o motivo daquele gesto, questionando se ele não iria dar uma resposta.

O senhor B, agraciado com aquelas lembranças, respondia que, de fato, A não era seu melhor amigo, que já tinham tudo alguns embates no passado, mas não via razão para tanta afronta. E acrescentava que um dia, iria retribuir aquela gentileza.

Tempos se passaram, e o gesto se repetia. Até que chegou a data de aniversário do senhor A.

O senhor B encomendou as mais belas flores da região, e mandou levar uma cesta de flores ao senhor A.

Perguntado sobre o motivo daquele gesto, afinal, enquanto A lhe mandava chifres, ele, o senhor B, que deveria estar indignado com a ofensa, retribuía com flores.

E o senhor B, prontamente respondeu que cada um dá o que tem. Ele, só tinha flores para mandar ao amigo, por isto, a cesta cheia de flores!

Assim como o conto aqui narrado, repetidamente cito que costumamos colocar pra fora o que temos de melhor dentro de nós.

Se você trabalha numa organização, empresa, ou setor, em que você não se sente impelido a servir, tenha certeza de que este é um ambiente doente, e que precisa de sua ajuda, força e contribuição.

Se você consegue ter comportamento servidor, ainda que trabalhe num ambiente hostil, onde a liderança lhe tolhe, limita, desestimula a servir, por mais difícil que seja, dê um desconto. É uma liderança fraca, carente, e que precisa muito mais de você do que você possa imaginar.

Se você convive, por força alheia à sua vontade, com colegas e profissionais que ressaltam o mal em detrimento do bem, com pessoas que mais reclamam do que elogiam, com pessoas mais carrancudas do que sorridentes, alivie. Elas precisam de você muito mais do que podem imaginar.

Por tudo isto, faça o bem, entregue o bem, distribua o bem, e acabará, por mais demorado que seja, dominando o mal.

Não se esqueça, entretanto, de se proteger, não deixando que o mal lhe atormente, perturbando seu dia ou tirando noites de sono. Aquele que lhe fez o mal precisa de sua ajuda. Alguém certa vez falou que estresse não é o que fazem conosco, mas sim a maneira como reagimos ao que nos fazem.

Como cantaram Roberto & Erasmo, se o bem e o mal existem, você pode escolher!

8 comentários sobre “Como usar o BEM para combater o MAL!

  1. Numa outra empesa em que eu trabalhei, houve um episódio comigo. Uma gerente foi reclamar com o dono da empresa de mim. E lembro da frase que ela disse na época, tentando me diminuir: – Cada macaco no seu galho! Só que tempos depois chegou o momento em que eu precisei trabalhar junto a ela num projeto pedido pelo próprio dono. Tomei a atitude de deixar o ocorrido de lado e me esforcei ao máximo para fazer o melhor projeto e sempre estava à disposição para trabalhar com ela. Resultado final: naquele mesmo ano ganhei presente de aniversário e de Natal dessa gerente e quando sai da empresa foi a pessoa que mais lamentou a minha saída.
    Concordo plenamente com você Kleber.O mal se combate com o bem. Pode demorar um pouco mais o bem prevalece.

    1. Excelente relato, Helena. Uma boa lição que nos faz refletir, para podermos repetir atitudes como essa que você teve. Fala a verdade: nós nos sentimos bem quando agimos como você agiu, não é verdade?

      1. É verdade Kleber. Me senti muito bem. E nesse caso específico, ainda fiquei um pouquinho orgulhosa (embora o orgulho seja ambíguo,as vezes
        é um sentimento mau ou bom).

  2. Artigo e relato excelentes. Acredito também que cada um oferece aquilo que possui, assim como espera do outro o que tem para oferecer. Parabéns pelo blog Kleber. Muito produtivo. Adorei!

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