A simplicidade de um presente inesquecível!

Pense bem e me responda: quais foram os melhores presentes que você recebeu em sua vida? E os que você deu? Entres esses, estavam os mais caros, charmosos e vultosos? Ou estavam os mais simples, úteis e gostosos?

Presente simplesmente inesquecível!
Presente simplesmente inesquecível!

Pois recentemente tenho refletido, cada vez mais, sobre a simplicidade das coisas, das pessoas, e por que não dizer, da vida?

Parece haver senso quase comum, e tendência, em se valorizar as coisas simples da vida. E das pessoas!

Não quero dizer que produtos majestosos, estéticos e com múltiplas funções sejam ruins. Mas se por um lado, há uma necessidade de empresas agregarem atributos a seus produtos, muitas vezes elevando seus preços, parece haver um entendimento crescente de que podemos valorizar o simples, sem ser simplistas.

Algum tempo atrás recebi três presentes que muito bem me causaram. E continuam causando.

Não ria, não é piada. Os presentes foram:

  • Uma caixinha plástica
  • Um travesseiro
  • Uma balança.

Isso mesmo!

  • A caixinha plástica corresponde a uma caixa, pouco menor que uma carteira de cigarro, que serve para guardar hastes flexíveis para limpeza auricular, ou, em linguagem mais simples, uma caixinha para guardar cotonetes.
  • O travesseiro não é um travesseiro comum, mas um tipo de apoio para cabeça, muito útil para, quando estamos viajando, de avião ou outro tipo de transporte, envolver nosso pescoço, de modo a permitir alguns cochilos mantendo a cabeça erguida.
  • A balança, não é nenhuma balança sofisticada, que traz mil e uma informações como índice de massa corpórea, teor de gordura, ou dicas para emagrecimento. É apenas, e tão somente, uma balança que tem uma alça a fim de permitir que se avalie o peso de uma mala ou qualquer outro objeto que possa ser suspenso pela mão, informando apenas o peso do objeto. Qual a utilidade disto? Em tempos de aviação altamente reguladora do peso de nossas bagagens, de mão ou para despacho como carga, estamos sendo, cada vez mais, oprimidos e levados a identificar, de forma precisa e econômica, o peso de nossa bagagem – “se passar um Kg além do permitido, tem que pagar pelo excesso de peso”.

 

E qual a minha satisfação com as três lembranças?

De tão úteis, e tão simples, me deixaram encantado!

Os produtos, de modo geral, com apelo de marketing, por serem novos, modernos, “da moda” e bonitos, são bons. Mas parecem ser supérfluos, e ter efeito efêmero. Quando os recebemos, ficamos encantados, mas daí a pouco, logo os deixamos de lado, direcionando nossa apreciação e atenção para outros que recebemos depois.

Pois os três “brinquedos maravilhosos” estão me servindo muito. E muito bem.

Com pouca ou nenhuma possibilidade de quebra, de se tornarem obsoletos pela tecnologia inovadora dos smartphones, tablets e eletrônicos em geral, de envelhecerem e se tornarem fora de moda, deteriorados ou enferrujados, ou mesmo de se deteriorarem fisicamente, esses presentes recentes estão me servindo muuuito, sendo verdadeiros exemplos de objetos não incluídos no rol de consumismo exagerado que tanto vemos.

Detalhe: os três presentes não foram caros, comprometendo o bolso do presenteador, a quem devo minha eterna e mais fervorosa gratidão!

Não largo nenhum dos três em nenhuma viagem que faço…

Que esta reflexão possa lhe ajudar no presente do dia das mães, que se aproxima!

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