A estratégia que emerge da configuração!

Este artigo faz parte da série “escolas de estratégia” e é o décimo-primeiro de um total de 12.

Sua empresa adota um modelo rígido, inflexível de formulação e execução da estratégia? A administração estratégica de sua organização segue sempre uma mesma cartilha? Ou faz adaptações conceituais e metodológicas em função do contexto?

O camaleão como representante da escola de configuração

Nesta série de artigos apresentamos cada uma das escolas de estratégia, conforme o livro “Safari de Estratégia” de Mintzberg, Ahlstrand e Lampel, no clássico livro “Safari de Estratégia” (Figura 1). Neste décimo-primeiro artigo discorremos sobre a Escola da Configuração.

A essência da Escola da Configuração reside na mensagem “cada escola em sua época, em seu lugar”. Assim, a principal característica desta escola é permitir a reconciliação, integrando mensagens de outras escolas.

O modelo básico da Escola da Configuração considera dois estados: da organização e do contexto que a cerca, como configurações. O outro descreve o processo de estratégia como transformação. Porém, a transformação é consequência natural da configuração. Enquanto a configuração, com seu enfoque mais conceitual, tende a ser descrita por pesquisas e acadêmicos, a transformação tende a ser praticada por executivos e prescrita por consultores.

As premissas da Escola da Configuração são: 

  • Geralmente uma organização pode ser descrita em termos de alguma configuração estável: por um período, ela adota uma forma de estrutura adequada a determinado contexto, que determina um conjunto de estratégias;
  • Esse períodos de estabilidade são ocasionalmente interrompidos por algum processo de transformação – um salto quântico para outra configuração;
  • Esses estados sucessivos de configuração e transformação põem se ordenar ao longo do tempo, constituindo ciclos de vida das organizações;
  • A chave para a administração estratégica é sustentar a estabilidade, ou, no mínimo, mudanças estratégicas adaptáveis;
  • Assim, a geração da estratégia pode incluir concepção, planejamento formal, análise sistemática, visão estratégica, aprendizado cooperativo, politicagem competitiva, cognição individual ou coletiva, ou simplesmente respostas ao ambiente, mas cada uma deve ser encontrada em seu contexto.

As críticas mais frequentes à Escola da Configuração são … 

  • Poucas organizações são estruturas simples ou burocracias semelhantes a máquinas. Geralmente apresentam muitas nuances de cinza, e não apenas de branco e preto;
  • Cada configuração tem problemas;
  • A mudança quântica é um erro. A maioria das organizações, na maior parte do tempo;
  • As teorias são apenas esquemas que tentam representar a realidade, mas a realidade é muito mais complexa!

Reflexões indutivas:

  • sua empresa adota um modelo rígido, inflexível de formulação e execução da estratégia?
  • A administração estratégica de sua organização segue sempre uma mesma cartilha? Ou faz adaptações conceituais e metodológicas em função do contexto?
  • Existe uma tentativa de organizar o caos da formulação estratégica?

 

Nesta série de artigos estamos discorrendo sobre cada uma das escolas de forma mais detalhada. Na Figura 1 pode ser vista ao mapa mental com a série completa de artigos, e, para você poderá acompanhar semanalmente, às quintas-feiras.

Figura 1:  Estrutura da série de artigos sobre o Safari de Estratégia e suas 10 escolas

Estrutura da série "Escolas de Estratégia"

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