Acorde para Servir! – parte 1

Por que algumas empresas e organizações são verdadeiras servidoras de seus clientes e outras não? Por que algumas pessoas compreendem, decidem, agem e interagem, em prol de empreender, crescer, desenvolver, e outras ficam paradas no tempo, reclamando que os outros não querem, os outros não podem, os outros não agem? Até quando algumas pessoas e empresas, organizações, cidades, estados e países, vão ficar paradas no tempo, sem fazer nada para se melhorarem e melhorarem aos outros, e esperar que o mundo melhore?

Às vezes ficamos parados no tempo!

Tenho convivido com este tipo de preocupação em minha carreira de consultor organizacional.

Às vezes soluções óbvias, adequadas, e, acima de tudo, necessárias, não são aceitas e implantadas.

Por vezes são alegadas razões como:

  1. Não temos tempo;
  2. Vai dar trabalho. Não dá para conciliar com o nosso dia a dia;
  3. Vai mexer com a cultura;
  4. Serão muitas atividades novas, e precisamos respeitar o que já temos de bom. Não podemos chegar mudando tudo;
  5. O projeto é muito bom, mas a estratégia não me parece adequada;
  6. Na minha área creio que vai funcionar, mas nos outros departamentos poderemos ter dificuldade;
  7. Isto pode funcionar em outros tipos de empresa ou organização, mas no nosso negócio, existem certas particularidades que tornam difícil a mudança proposta;
  8. Estamos ocupados demais. Temos muitos projetos em andamento;

De tanto ouvir argumentos como estes acima citados, já aprendi que:

  1. A alegação de falta de tempo é um disfarce para quem não quer, não tem disposição, não sabe ou nem tem a mínima vontade de aprender. Aprender é igual a viver, e aqueles que acham que já sabem tudo e não tem mais nada a aprender são pessoas que já desistiram de viver. Viver é aprender. Aprender é viver!
  2. Quem acha que vai ter trabalho em aprender um novo jeito de trabalhar, geralmente melhorando o que já se faz, é alguém que desconsidera a inovação, a evolução,  a transformação de pessoas, organizações e sociedade. Imagine se ainda vivêssemos como vivem os índios;
  3. Qual a mudança que não mexe com a cultura? Mesmo no nível individual, só mudamos nosso comportamento de mexermos, ainda que pouco, em nossa cultura. A cultura, representada pelo conjunto de valores que temos e defendemos, rege o nosso comportamento;
  4. Sobre desprezar o que já se faz bem, loucura seria mudar esquecendo tudo o que já se tem de bom. A Reengenharia, que propunha isto, não durou muito, como metodologia de aperfeiçoamento organizacional. Mudar é evoluir o que se tem de bom, deixando de lado, algumas coisas que se tem de não tão bom;
  5. A alegação de que o projeto é bom, mas a estratégia precisa ser modificada pode ter sua validade, mas pode ser um “disfarce semelhante à alegada falta de tempo”. Pode, inclusive, estar relacionada à autoria ou iniciativa de um projeto – algo do tipo “se não fui o autor, não serei ator”;
  6. A alegação de que não funcionará nas demais áreas como na minha pode ser um dos mais disfarçados exercícios de falta de coragem para enfrentar um processo de melhoria;
  7. A alegação de que “nosso ramo é diferente” é a mais pura verdade. Claro que cada ramo de atuação, negócio ou organização é diferente. O que se há de fazer é compreender e ajustar. A vontade representa metade da solução de transformação de uma organização;
  8. A alegação de estar ocupado demais, uma das mais frequentes, é um outro tipo de “atestado de incompetência”. Você já parou para olhar, e percebeu que, de modo muito frequente, as pessoas e organizações mais ocupadas são as pessoas e organizações que mais evoluem?

Se você não quer/pode/consegue acordar para servir, pelo menos sirva para acordar!

Encerro aqui esta primeira parte do artigo sobre “Acordar para Servir”, visando manter o artigo num tamanho compatível com o padrão deste Blog. A segunda parte será publicada num segundo artigo, a ser publicado na próxima quinta-feira.

Complementando a série:

Estes dois artigos Acorde para Servir – partes 1 e 2, complementam a série de 10 artigos sobre Empresa/Organização Servidora, publicados sequencialmente segundo a figura a seguir:

Artigos da série Empresa Servidora

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