Falando de livros: Ideias que colam (resumo)

O que faz uma ideia dar certo? Porque às vezes excelentes ideias não conseguem ser aceitas por pessoas e organizações? O que faz uma ideia nem tão boa “colar”? Todos nós, professores, vendedores, políticos, jornalistas, entre outros, precisamos “vender” nossas ideias.

Estas são algumas das questões que Chip Heath e Dan Heath abordam no livro “Ideias que colam “(do original Made to stick). Chip, professor de Comportamento Organizacional na Stanford University, associou-se a Dan Heath, consultor da Duke Corporate Education (por acaso seu irmão) para sistematizarem um conjunto de princípios que tornam uma ideia, um produto, um argumento, mais facilmente assimiláveis, duradouros e, enfim, efetivos.

O livro inicia citando uma história muito conhecida: o caso de um sujeito que, após tomar um drinque oferecido por uma estonteante e sensual mulher que acabara de conhecer num bar, recorda-se apenas de ter acordado numa banheira cheia de água e gelo, e, ao lado, um telefone. Ao ligar para o serviço de urgência médica e descrever o seu estado, é indagado se nas suas há um tubo. Após confirmar, é notificado de que casos como o seu têm ocorrido com frequência crescente – ele teve seu rim transplantado. Você, leitor, certamente ouviu esta história, ou uma similar. Os seis princípios que fazem uma ideia colar são descritos a seguir.

A simplicidade é um dos princípios que potencializam as chances de sucesso de uma ideia. Os autores sugerem que encontremos a essência de uma ideia, eliminando o que é importante, mas que não seja o mais importante. Esta é uma das grandes dificuldades que encontramos ao elaborar um apresentação sobre um tema, livro, trabalho científico, projeto, etc. Quanto mais tempo você demora para escrever uma história, maiores são as chances de perder a direção.

Utilizar o princípio da surpresa, contrariando as expectativas ou fazendo uso do mistério ajuda a despertar a atenção das pessoas. E a manutenção do interesse é prolongada quanto mais se consegue surpreender. Veja-se o caso de bons filmes, que criam uma atmosfera de mistério, mantendo o espectador sempre à espreita do que vai acontecer na próxima cena. Quem já não começou a assistir a um filme, do qual não gostou, mas permaneceu até o fim somente para descobrir o desfecho do enredo?

O terceiro princípio tem a ver com tornar as coisas concretas, facilitando a compreensão e percepção do ouvinte. O uso de imagens, objetos, fatos, cores e símbolos potencializam o sucesso de uma história, ideia ou argumento. Os autores utilizam o exemplo do velcro, cuja força de fixação é proporcionada pelos união entre ganchos e alças de cada uma de suas partes componentes, para fazerem uma analogia com, por exemplo, os professores considerados mais eficazes na transmissão de conhecimento – como se os ganchos fossem a expectativa, curiosidade e vontade de aprender de um aluno, os professores que conseguem elementos concretos na exposição de um assunto, ativam como que alças, “casando” o tema apresentado com a expectativa do participante de uma aula ou exposição.

Para aumentar a probabilidade de aceitação de suas ideias, a credibilidade exerce papel preponderante. Pode-se fazer uso de autoridade, isto é, uma referência com credenciais – imagem ou conhecimento, que dê sustentação ao tema que está sendo proposto. Às vezes o oposto serve, isto é, uma anti-autoridade. Isto é ilustrado com o uso de uma paciente de câncer, que fumava desde criança, e desenvolveu a doença – existe alguém melhor para falar dos efeitos da doença?

Os sentimentos, isto é, apelar para a emoção das pessoas, têm forte impacto na percepção, envolvimento e aceitação de determinado tema. Usado adequadamente, um sentimento pode facilitar muito o sucesso de uma ideia. Uma pesquisa revelou uma maior pré-disposição para doação a uma causa quando foi utilizada a imagem de uma criança, devidamente identificada, afetada pela fome, em comparação ao uso de um conjunto de estatísticas sobre milhares de pessoas afetadas pelo mesmo problema, na África.

Por último, relatos criam uma sensação de envolvimento crescente do interlocutor, o que também contribui para o “sucesso” de uma ideia. As pessoas tendem a se incluir na história, de modo que a emoção acaba se fazendo mais presente e influenciando a aceitação, e fazendo com que ajam. Histórias inspiram as pessoas.

Este e outros livros estão sendo apresentados, de forma didática e dinâmica, através do programa Leituras Conectivas – informações através do site www.leiturasconectivas.com.br.

3 comentários sobre “Falando de livros: Ideias que colam (resumo)

  1. Dr. Kleber Nóbrega, esse Nóbrega tem a ver com nobreza.
    Seus artigos tem contribuido para tornar a minha vida, não só a profissional, como a
    pessoal, melhor.
    Obrigada pela oportunidade de conviver com um Ser servidor.

    Tenha um excelente dia!

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